O Palacete Veridiana da Silva Prado é um palacete em estilo francês localizado na Avenida Higienópolis nº 18, construído entre os anos de 1883 e 1884, na chácara que Dona Veridiana comprara em 1879 e batizara como "Vila Maria", nome dado em homenagem à sua dama de companhia Maria das Dores.
É um belo remanescente das antigas residências da aristocracia do café, do tempo do esplendor dos saraus cultos e da sociabilidade reclusa da sociedade paulista. O palacete presenciou grandes reuniões intelectuais, de cientistas como Orville Derby e Loefgreen, além dos médicos Domingos José Nogueira Jaguaribe, Cesário Motta Júnior e Diogo de Faria. Além disso, em 1887, recebeu a visita de D. Pedro II em sua última visita à São Paulo.
Dona Veridiana franqueava os jardins do palacete aos moradores do bairro, como contam em suas memórias diversos contemporâneos como Laura Oliveira Rodrigo Octávio e Candido Motta Filho. Nos terrenos da Vila Maria foram plantadas algumas das primeiras videiras de uvas finas em São Paulo. O palacete possuía equipamentos muito modernos para a época, como um aparelho telefônico, instalado em 1884.
O palacete foi tombado em 2001 pelo Conselho do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da cidade de São Paulo, o Conpresp, e conta com 3.500 metros quadrados de área construída e 5.000 metros de jardins, com lagos de carpas e fontes. O tombamento também contemplou as obras de arte incorporadas ao imóvel, como a pintura "Aurora" de autoria de Almeida Júnior e a escultura em mármore "Diana", de Victor Brecheret.
Foto: Guilherme Gaensly, por volta da década de 1910.
Revitalização: E.F.M.

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