O Palacete Santa Helena, inaugurado em 1925 na Praça da Sé, tornou-se um marco da arquitetura de luxo em São Paulo. Além de abrigar o Theatro Santa Helena, que encantava com sua pintura de Adolfo Fonzari no teto e sua capacidade para 1.500 pessoas, o edifício também contava com o elegante Salão Egípcio, que mais tarde se transformou no Cinemundi.
Inicialmente voltado para a elite paulistana, o Palacete passou a atrair um público de diversas camadas sociais, após as mudanças urbanísticas que reconfiguraram a Praça da Sé. A chegada de movimentos operários e artistas, como Francisco Rebolo e Mário Zanini, também contribuiu para sua relevância na cena cultural da cidade.
No entanto, com o tempo, o edifício foi perdendo sua rentabilidade. A mudança da elite para a região oeste do centro, e a crescente demanda por espaços maiores para sindicatos e artistas, resultaram na venda do Palacete em 1944 para o Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários.
A decadência do imóvel seguiu até 1971, quando foi adquirido pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, que demoliu o edifício para dar lugar à Estação Sé e ampliar a praça. A demolição ocorreu em 23 de outubro de 1971, marcando o fim de um importante e histórico edifício de São Paulo.
Local: Palacete Santa Helena, São Paulo, 1954.
Foto: Antonio Aguillar

0 Comentários