Durante boa parte do século XX, a marca Sönksen foi sinônimo de qualidade e tradição nos doces paulistanos. Balas, chocolates e bombons adoçaram a infância e o dia a dia de quem passava pelo centro de São Paulo. O que começou como um pequeno negócio familiar tornou‑se um dos nomes mais lembrados da confeitaria paulista.
A empresa surgiu no fim do século XIX com Alfred Richter, imigrante europeu que abriu uma loja de chocolates na Rua Líbero Badaró por volta de 1888. Em 1912, a família Sönksen, de origem alemã, assumiu o negócio, ampliou a produção e instalou uma fábrica na Rua Vergueiro, número 310.
Balas de cevada, de leite, chocolates finos e o famoso “Urso Branco” conquistaram fama entre os paulistanos. Entre as décadas de 1950 e 1960, a Sönksen viveu seu auge, com embalagens atraentes, vitrines bem-cuidadas e produtos de sabor marcante.
No início da década de 1970, surgiram os primeiros sinais de crise. Em 1973 a empresa foi colocada à venda; em 1977 entrou em concordata. O encerramento das atividades ocorreu em 1983. No dia 5 de setembro daquele ano, um incêndio consumiu parte das instalações.
Mesmo décadas depois, a Sönksen segue viva na memória de quem provou seus doces. Nas redes sociais e fóruns sobre a história de São Paulo, muitas pessoas recordam o sabor das balas de cevada e o brilho das latinhas bordô.



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