Relembre a explosão do petroleiro em São Sebastião, no litoral norte paulista, que deixou um morto e feridos na véspera de Ano-Novo.

Um incêndio de grandes proporções provocado pela explosão de um petroleiro, que ocorreu na noite de 30 de dezembro de 1991, em São Sebastião, no litoral norte paulista, deixou um morto, feridos e mobilizou equipes de resgate em plena véspera de Ano-Novo, período de grande movimento na região.
O navio Alina P. havia concluído, horas antes, o descarregamento de cerca de 47 mil toneladas de óleo cru no Terminal Almirante Barroso (Tebar). Após deixar o local no início da noite, seguiu para ancoragem no canal. Por volta das 20h10, durante a manobra, uma explosão em um dos tanques deu início ao incêndio.
As chamas se espalharam rapidamente e formaram um clarão visível por toda a região, acompanhado por uma densa coluna de fumaça escura. Rebocadores foram acionados para conter o fogo, mas o avanço das chamas comprometeu a estrutura da embarcação. Por volta das 23 horas, a parte traseira do navio já estava submersa. O petroleiro acabou afundando horas depois.
Construído em 1965, com 224 metros de comprimento e capacidade para mais de 54 mil toneladas, o Alina P. operava na rota entre o litoral paulista e a Bacia de Campos e estava fretado pela Petrobras havia cerca de cinco anos. No momento do acidente, havia 24 tripulantes a bordo. Com o impacto da explosão, alguns tripulantes foram arremessados ao mar.
Os feridos foram socorridos com queimaduras, e ao menos seis precisaram de atendimento hospitalar. O navio afundou a cerca de 300 metros de profundidade, a aproximadamente 5,5 quilômetros da costa.
As causas do acidente passaram a ser investigadas logo após a explosão. Segundo informações do portal Tamoios News, com base em relato de autoridade marítima, a causa do acidente teria sido a falta de manutenção nas anteparas transversais do navio, que estariam enferrujadas e permitiram a passagem de gases provenientes dos tanques.
O caso teve grande repercussão na época e ficou marcado como um dos acidentes marítimos mais graves registrados no litoral paulista.
𝐏𝐨𝐫 𝐄𝐯𝐚𝐧𝐝𝐫𝐨 𝐅𝐞𝐥𝐢𝐱 𝐌𝐚𝐫𝐜𝐨𝐧𝐝𝐞𝐬
Fotos: Reprodução internet
Foto: Preto e Branco Ilustrativa.