Marcelo Rezende morreu em 16 de setembro de 2017, aos 65 anos. Ao longo de quase cinco décadas de carreira, tornou-se um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira.
Nascido no Rio de Janeiro, começou no jornalismo esportivo e passou pelo rádio, pelo jornal O Globo e pela revista Placar. Mais tarde, chegou à televisão e ganhou projeção nacional com grandes reportagens e coberturas jornalísticas.
Na TV Globo, trabalhou em reportagens para o Jornal Nacional e o Fantástico. Em 1999, assumiu a nova fase do Linha Direta, programa que abordava crimes não solucionados e casos de pessoas procuradas pela Justiça.
Em 1997, esteve à frente de uma das reportagens mais marcantes de sua carreira: a denúncia de abusos cometidos por policiais na Favela Naval, em Diadema, SP. Exibida pelo Jornal Nacional, a reportagem teve grande repercussão nacional, ampliou o debate sobre a atuação das forças de segurança e os direitos humanos e entrou para a história do jornalismo brasileiro.
Mais tarde, Marcelo Rezende também apresentou o Cidade Alerta, programa que consolidou sua presença no jornalismo policial e o transformou em uma das figuras mais conhecidas da televisão brasileira.
Seu estilo era inconfundível. Suas expressões, o modo de falar e a maneira como conduzia as notícias fizeram de Marcelo Rezende um profissional imediatamente reconhecido pelo público.
